Capitão América: O Soldado Invernal – Tempo de máscaras e verdades.

captain-america-the-winter-soldier-internationalDesde Os Vingadores, a fase 2 do Universo Cinematográfico da Marvel vem tocando em um tema bastante pertinente: identidade. Vale notar que nenhum dos heróis “mais poderosos da Terra” escondem seus verdadeiros rostos como fazem Peter Parker e Bruce Wayne. Todos são abertos quanto a seus alter egos heróicos, mas nenhum deles representa tanto a força da moral e honra que norteia os Vingadores do que Steve Rogers, aka Capitão América.

O Soldado Invernal se passa dois anos após os eventos de Os Vingadores. Ainda tentando se ajustar ao século XXI – fique de olho na cena do caderno de Rogers -, o Capitão (Chris Evans) executa uma missão duvidosa para a SHIELD, fazendo com que passe a questionar Nick Fury (Samuel L. Jackson) sobre a legalidade dos atos da agência pela qual trabalha. Quando uma figura de seu passado surge como o Soldado Invernal, e abala os alicerces da SHIELD, cabe ao Capitão, junto com a Viúva Negra (Scarlett Johansson) e seu novo aliado Sam “Falcão” Wilson (Anthony Mackie) descobrir quais os motivos secretos por trás da SHIELD, e seu misterioso líder, Alexander Pierce (Robert Redford).

A Marvel assumiu vários riscos na produção do filme: contratou uma dupla de diretores conhecidos apenas por trabalhos em comédia, para executar um roteiro que presta homenagens ao thriller de paranóia que fez a cabeça dos cinéfilos dos anos 70. Eis que Joe e Anthony Russo entregam um dos melhores filmes da Marvel até o momento. Apesar de Os Vingadores ter aquela qualidade de filme maior que a vida, a verdade é que Capitão América 2 traz o roteiro mais sólido e bem amarrado do estúdio desde o primeiro Homem de Ferro. O longa contém sua parcela de explosões e pirotecnia, mas até isso acontecer, prepare-se para roer os dentes de suspense.

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A alegoria ao gênero de thriller paranóico que mencionei acima já começa na escalação de Robert Redford, um dos titãs da 7ª Arte. Diretor e ator premiado por muitas vezes, Redford esteve naquele que considero o melhor thriller político dos anos 70: Todos os Homens do Presidente, que conta a investigação do escândalo Watergate que culminou na renúncia do presidente Richard Nixon. Só que desta vez, Redford está do outro lado da batalha. A fotografia em tons mais frios, e que nos momentos de mais suspense apela para sombras e escuridão é apropriada para o clima de suspense angustiante que a primeira metade de Capitão América 2 cria.

Porém, a partir do segundo ato do filme, o mundo Marvel nos cinemas sofre uma grande reviravolta que com certeza levará o espectador a encarar todos os outros filmes com um olhar diferente, e muitos atos de determinados personagens ganham uma nova dimensão. A máscara finalmente caiu. E não há figura melhor para representar o tema de ‘máscaras’ e ‘identidades’ do que o Soldado Invernal do título. Não pretendo revelar a identidade dele, mas qualquer pessoa que olhar a escalação do elenco, e que saiba somar dois mais dois vai matar de primeira a verdadeira face por trás do Soldado.

Encarnado por Sebastian Stan com uma frieza perturbadora, o Soldado Invernal alinha o filme com o tema de ‘identidade’ que a Marvel está desenvolvendo desde Os Vingadores. Se nos filmes anteriores, o tema não foi exatamente desenvolvido (nos personagens Mandarim e Loki), em Capitão América 2, não somente temos a questão do Soldado Invernal, mas de todo o alicerce da saga Marvel nas telonas.

Telona que os diretores aproveitam para encher com ótimas cenas de ação que prendem a atenção do espectador desde o início por sua coreografia e geografia bem definidas. Chris Evans continua provando que é o rosto definitivo do Capitão América nos cinemas e Scarlett Johansson exibe a frieza e o profissionalismo da Viúva Negra temperados com uma bem vinda dose de humanidade. Samuel L. Jackson também aproveita a oportunidade para mostrar mais do que motiva seu Nick Fury, e Anthony Mackie rouba a cena como o Falcão. Não foram poucos os comentários após a sessão em que estive que o Falcão deveria entrar para os Vingadores. Eu assino embaixo!

Capitão América 2 – O Soldado Invernal traz a Marvel operando a todo vapor em uma trama realista e sombria, mas que continua a exibir os traços típicos que a Casa das Ideias possuem que faz cada filme da casa ser algo com vida própria. Se tratando de um filme sobre identidade, isso é dizer muito.

E que venham os Guardiões da Galáxia!

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2 respostas em “Capitão América: O Soldado Invernal – Tempo de máscaras e verdades.

  1. Republicou isso em World Fabi Bookse comentado:
    Vejam só, galera!!

    O nosso colaborador, Guh Valente, escreveu mais uma resenha incrível!!!

    Leiam o texto todo no blog do garotão, o Blog do Valente!!

    “Capitão América 2 – O Soldado Invernal traz a Marvel operando a todo vapor em uma trama realista e sombria, mas que continua a exibir os traços típicos que a Casa das Ideias possuem que faz cada filme da casa ser algo com vida própria. Se tratando de um filme sobre identidade, isso é dizer muito.

    E que venham os Guardiões da Galáxia!”

    Amém!!

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